PENALIZAÇÃO
Como ninguém erra porque quer, não existe
culpados. Isto não impede,
entretanto, que seja responsabilizado o executor direto da ação por reparar as
perdas e danos causados, conforme previsto na lei, no “contrato”, desde que os
objetivos sejam:
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Proteger a sociedade;
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Incentivar a busca do aprendizado, a evolução;
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Esclarecer que houve erro de avaliação;
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Capacitar o executor para a tomada de decisão.
- Indenização por danos materiais causados;
O objetivo principal da pena é a recuperação do infrator. Não faz sentido aplicar uma pena que não tenha eficácia no tocante a este objetivo. E para isto é preciso que ela esteja de acordo com a moral predominante e, conseqüentemente, seja considerada justa. Quando a pessoa age em desacordo com a moral predominante ela demonstra necessidade de recuperação e quando ela age de acordo com a moral predominante, mas em desacordo com a lei ela demonstra ignorância das leis ou inaceitação das mesmas. A pena imposta, no primeiro caso, deve objetivar a recuperação do indivíduo no tocante à aceitação da moral predominante. No segundo caso a lei é um cerceamento da liberdade e a pena faz apenas com que o indivíduo se sinta castigado por querer satisfazer a sua necessidade natural de liberdade.
São os seguintes os efeitos do castigo quando aplicado na
pessoa que comete uma infração à lei:
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Infração contra o sistema – o indivíduo acredita que o sistema é injusto com ele e tenta compensar usando os próprios meios (sonegação, furto, violência, etc.). Nestes casos o castigo pode agravar o problema e tende a não funcionar.
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Infração contra a pessoa – o indivíduo acredita no sistema, mas acha que é justificada a ação pessoal contra outra pessoa em determinadas situações (vingança, justiça pessoal, etc.). Nestes casos o castigo tende a funcionar, se compatível com a infração.
Verifica-se
, portanto, que o castigo não é solução
para a maioria absoluta das infrações e que é preciso
substituí-lo por um processo de recuperação de
alcance universal.