amar
Uma
vez que a pessoa considere que as
necessidades de Ter e de Ser estão satisfatoriamente equacionadas, ela
se volta para as questões relacionadas ao próximo
e ao mundo em que vive,
para a necessidade de Amar.
Amar
é se dar
incondicionalmente a alguém ou a algo, sem
exigência de qualquer retribuição,
simplesmente pelo prazer de se dar e que, portanto, depende apenas da
própria
pessoa. Quem ama, se dá. Quem ama, cuida. Quem ama
não prende, liberta. Receber
amor (Ter afeto) é uma conseqüência
normal quando se ama, embora não
obrigatória. É no atendimento da necessidade de
Amar que o homem parece ser
altruísta, mas está apenas satisfazendo
às suas necessidades de crescimento.
Paradoxalmente, quem se dá é quem mais ganha,
pois quem ama satisfaz a
necessidade mais importante para se atingir a felicidade, enquanto o
outro
apenas recebe afeto, algo de menor importância, de efeito
passageiro.
A
melhor coisa
que se pode fazer pelo próximo é ser feliz, pois
só assim a pessoa estará
plenamente apta a se doar.
Em
condições
normais, a pessoa não consegue, de boa vontade, continuada e
indefinidamente,
se sacrificar para satisfazer as necessidades de Ter de outra pessoa,
pois a
satisfação obtida pelo outro geralmente
não compensa o esforço.
Amar implica em deixar de ser o centro do próprio universo, em se afastar do Eu, em não priorizar o Eu. Entretanto, a priorização do Eu está na essência do egoísmo e é difícil perceber que Amar é o mais importante dos atos egoísticos.
Enquanto no atendimento das necessidades de Ter a pessoa pode apenas ter momentos de felicidade, no atendimento da necessidade de Amar ela pode ser feliz.